Analfabetos musicais, processos seletivos e a legitimação do conhecimento em música: pressupostos e implicações pedagógicas em duas instâncias discursivas da área de música

Autores

  • Eduardo Luedy Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS)

Resumo

No presente artigo, discuto aspectos culturais e pedagógicos implicados no emprego daexpressão “analfabetos musicais”, os quais dizem respeito, em última análise, ao estabelecimento decritérios institucionais de legitimação do conhecimento em música. Para tanto, irei me valer não apenasde um documento elaborado por professores de uma universidade brasileira acerca da imprescindibilidadedo domínio da notação musical para ingresso em cursos superiores de música; mas tambémde depoimentos de professores de música (de outra instituição superior) acerca do caso concreto dereprovação de um “analfabeto musical”, um músico popular de reconhecido talento. A partir da discussãodos pressupostos epistemológicos e das implicações culturais e pedagógicas envolvidas no empregodessa expressão, busco contestar o cariz etnocêntrico do imperativo da notação musical ocidental,com vistas a considerar os desafi os educacionais contemporâneos postos pelo reconhecimento deque vivemos em sociedades marcadamente híbridas e plurais.

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Publicado

2014-04-13

Como Citar

Luedy, E. (2014). Analfabetos musicais, processos seletivos e a legitimação do conhecimento em música: pressupostos e implicações pedagógicas em duas instâncias discursivas da área de música. REVISTA DA ABEM, 17(22). Recuperado de https://revistaabem.abem.mus.br/revistaabem/article/view/225

Edição

Seção

Artigos