Inteligência Artificial Generativa no Ensino Superior de Música: discussões éticas e pedagógicas para a formação docente
DOI:
https://doi.org/10.33054/ABEM202634111Palavras-chave:
inteligência artificial, IA Generativa, formação de professores, Ensino Superior de Música, ética na IA.Resumo
Este artigo discute criticamente os desafios e implicações da inteligência artificial na formação de professores de Música no Ensino Superior, com especial atenção ao avanço da IA Generativa. Partindo da compreensão de que a IA não é uma tecnologia neutra, mas um dispositivo sociotécnico atravessado por escolhas epistemológicas, culturais e éticas, o texto problematiza a lógica algorítmica que sustenta sua operação. São analisados os limites e possibilidades de sua utilização em contextos musicais e formativos, considerando tanto seus aportes para o desenvolvimento técnico e a personalização da aprendizagem quanto os riscos de homogeneização, padronização e esvaziamento da experiência estética. Com base em uma pesquisa empírica com licenciandos em música e em diálogo com estudos da área, o artigo propõe que a presença da IA nos processos formativos deve ser criticamente discutida e pedagogicamente ressignificada, de modo a preservar a escuta, a diversidade cultural e a dimensão ética da docência em música.
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